sábado, 9 de janeiro de 2010

Para longe de ti, (meu) pesadelo

Muitos erros foram cometidos. Muitas lágrimas derramadas. Muitos sorrisos perdidos. Muitos adeus ditos, e nenhum completado. No entanto, agora encontro-mo com forças para os findar. A todos. Mesmo que o aasunto seja o mesmo, que a despedida seja igual: tu.
Hoje posso, vou e quero partir. Viajar. Estou, finalmente, de partida para a Terra dos Sorrisos. Com paragem na Terra dos Sonhos. Aquela de que tu me privaste.
Já tenho o bilhete na mão e o sorriso a reaparecer-me. Estou de partida...
Adeus, (meu) pesadelo.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Aqui ficam as últimas lágrimas do ano, pelo que não resultou, pelo que magoou, pelo que amei e não me amou. Por ter fracassado e desiludido. 2010 dá a oportunidade, a última hipótese. Eu agarro, ou vou tentar.
E aquelo crasso e repetível erro é dado por terminado, por irrepetível, a partir de agora, de hoje, de 2010:)

Ponto de viragem

A horas do fim. 2009. Hora do balanço. Balanços, balanços, balanços. E mais balanços. Este ano, que por fim acaba, foi aquele onde se fez xixi na rotunda do Pérola, na linha do comboio - inúmeras vezes-, mesmo com gente perto, foi o ano das putas de uísque, vinho branco, baillys, cerveja. Das garrafas de vinho branco à tacada, de abrir garrafas com um marcador e o pé, de ir para o externato beber. Foi o ano de ver a minha fantástica e peculiar Vanessa mais uma vez, de estar, viver e chorar com e por ela. Foi o ano de me "desaproximar" da inesquecível Jéssica, vivendo momentos igualmente incríveis quando nos encontramos, mas amá-la cada vez mais. Ano de gostar mais e mais da irreverente e querida Ju, de viver e conhecer melhor. Ano dos almoços loucos, do jantares repentinos. De estar com a inalcançável Cynthia. Com a Alexie. Dos almoços de antiga turma. Ano de conhecer realmente a Bruna, a Inês, a Lii, que fazem parte e aturam sempre. Ano de relembrar os velhos insuperáveis - o Armando, o Coutinho, o grande Mica, o Neves, o Nuno -, de voltar ao Recanto, acompanhada pela Patii e pelos grandes rapazes. Ano de sentir, mais uma vez e como se fosse a primeira, os abraços e beijos dos insuperáveis sobrinhos. Ano do Walibi, do Grou du Roi. De ser madrinha e receber o Lucas. Ano de experimentar coisas velhas com "técnicas e produtos novos". De cozinhar pratos novos e estragar sempre o molotof. Ano de trocar as Neves por Barroselas. De andar de calções e vestidos (nunca as saias). Ano de perceber, de realizar, de magoar, de sofrer, de sonhar. Sonhar. Sonhar. Sonhar. Sempre. Ano de acabar com o namoro mais duradouro para atingir uma relação de amizade inimaginável com o imutável, memorável e querido Rogério, finalmente:) Ano de querer sorrir. Ano em que descobri pessoas indescritíveis. Em que passei a noite a chorar por um livro. Que descobri as verdades, e acreditei nas mentiras. Ano das brincadeiras no elevador, das coisas novas, de experimentar. Ano em que se acreditou em dietas milagrosas, e que se deixou de acreditar momentaneamente. Ano em que, enfim, percebi a essência, em que errei, cresci, amei, chorei. 2009, quando tremi e chorei de medo pelos outros, por os amores. 2009. O pior ano dos melhores, ou o melhor dos piores? Sem dúvida, inesquecível, célebre, inigualável. Ano em que cresci, mudei. Superei-me. Desiludi-me. Desiludi os outros. Ano em que cometi o mesmo erro inúmeras vezes, para só perceber hoje, último dia do ano o que devia ter feito. O que devo fazer. Seguir.
Agora 2010. Só espero poder abraçar sempre cada pedacinho de mim. Sonhar. Ano de promessas e vontades para tentar cumprir, de pessoas para amar, de lágrimas para evitar... Ponto de viragem. 2010: o meu ponto de viragem.
Que venha um 2010, cheio de amor, bebedeiras, saídas à noite, beijos. Com todos presentes e muitos mais. Que seja tão bom como este que acaba agora. 2009. Um presente, guardado, imaculado, satisfatório. Parto para 2010, mais crescida, mudada, com mais conhecimentos, com objectivos...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Meu grande amor


Sonha. Sorri. Chora. Pensa. Brinca comigo. Tudo comigo. Sempre.


Sinto falta da tua inocência, do teu bom humor, da tua responsabilidade precoce, dos teus bons atentados, das tuas constantes alegrias. Os teus beijinhos, minha princesa...


A mágoa de não te ver constantemente, de não te abraçar regularmente, atordoa o meu coração. Cria uma revolta, gera uma ilusão tão cruel, inacessível. O tanto que eu te quero perto de mim. Sem estas idas e voltas tão permanentes, tão dolorosas. Tão amarguradamente sentidas. Sem todas as despedidas, vai-vém, sem todas as promessas de uma volta rápida, no meio de uma imensidão de lágrimas.


Meu amor, eu tenho verdadeiramente saudades tuas. Espero pelo momento em que compramos a nossa última promessa, e te abraçarei afectuosamente. Permaneço junto de ti, não fisicamente, mas estou...

sábado, 28 de novembro de 2009

Minutos, horas, dias, semanas, meses, até anos. Anos. Tudo tão fabulosamente inesquecível. Tudo tão intensamente vivido. Tudo tão tristemente passado. Tão bom e tão doloroso. A nossa relação foi sempre uma antítese. E eu amei tudo, tanto. Amei com paixão, com o coração, com o olhar, com a boca, com as mãos, com os pensamentos, com as lágrimas. Com tudo. De corpo e alma. Amei tanto e tão veementemente que pensei, acreditei, que esta dor, resultado de tantos anos, de tantos momentos, de tantos sorrisos, não terminaria. Desisti de sonhar. Perdi a esperança. Porém, algo me fez voltar a mim. Esporadicamente, tinha momentos de lucidez amorosa e o sorriso voltava, efémero, mas voltava. Acabava por se desvanecer. Agora, o sonho ressuscitou em mim. Ressuscitou-me, eu sorrio o mais alegremente que sei. Do jeito que eu gosto. Tu partiste de mim, inacreditavelmente, como eu nunca pensei conseguir. Ser feliz. Permaneço sozinha. Sozinha de ti apenas, mas feliz, verdadeiramente feliz. Reencontrei-me ao deixar de te consumir. E tudo foi tão bom, que só consigo sorrir com mais força, com mais vontade. O meu caminho agora é percorrido sozinha e persistentemente com obstáculos mas com maravilhosas fantasias, alegrias, sonhos. Não quero, não vou, não posso, voltar a perder isto por ti. Eu gosto de mim, e tu já não fazes parte. Incompreensivelmente bom:)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Inacreditavelmente, depois de tudo que pensei, que disse, que sonhei, tenho que instituir: perdi-te. Eu. Perdi-te. Não por querer, não por amar, perder, assim, simplesmente.
Inesperadamente, eu amo-te, sem qualquer mutação.

Mas, eu falhei: não te cativei a ficares comigo e, quando partiste, não te esqueci. Tu permaneceste. Duplo erro.
Eu amo-te. Amo-te. Amo-te.
Perdi-te.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Final feliz

Finalmente, percebi. Quando nos amamos, o destino e, principalmente, as ditas oportunidades da vida tornaram a nossa relação constantemente esporádica. Lutamos contra isso, conseguimos evitar a sua efemeridade. Mas não permitimos a sua eternidade. Agora que tudo nos favorece, que tudo nos permite, que tudo nos torna possíveis, não nos amamos. Ou, pelo menos, perdemos a capacidade de o fazermos inteiramente um ao outro. Azar? Destino? Quanto a mim, penso que foi fraqueza, cobardia, desistência precoce. Rebeldia amedrontada. Falta de guerra. Amar e não lutar, não é merecer felicidade, é expulsá-la, fechar-lhe a porta. Presentemente, sou eu que não vou à luta, sou eu que me dou por vencida (ou vencedora?) nesta imensa guerra, sou eu que deixo cair a minha espada para não causar mais ferimentos. Para não derramar mais sangue. Sou eu que fecho a porta. Tranco a fechadura. Tal como tu me fizeste no passado. Mas, este momento, torna-se irremediavelmente eterno. Substancial à minha sobrevivência. Bato-te com a minha porta, o mais fortemente e feroz que capacito. Finalmente, posso vangloriar-me da minha vitória sobre ti. Sobre a sucção que procedias das minhas forças. Sobre o efeito que usufruias sobre mim. Finalmente, eu estou livre de ti, por obra minha. Tu estás permanentemente do lado de fora. Dou mais uma volta á chave. Tranco-te a porta. Selo a fechadura...