quinta-feira, 3 de junho de 2010

Parem os relógios, cortem o telefone, impeçam o cão de latir. Silenciem os pianos.
(...)
Ele era o meu norte, meu sul, meu leste e oeste.
Minha semana de trabalho e meu domingo.
Meu meio-dia, minha meia-noite.
Minha conversa, minha canção.
Pensei que o amor fosse eterno, enganei-me.
As estrelas são indesejadas agora, dispensem todas.
Embrulhem a lua e desmantelem o sol.
Despejem o oceano varram o bosque.
Pois nada mais agora pode servir.

W.H.Audem
O vazio preenche-me. E nada mais tenho para dizer. Para dar. Para mostrar.
Para sentir.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

- Não insistas.
- Não queres, então, prometo-te que não.
- Não insistas.
-Nunca mais.
Até Setembro, querido, talvez, amigo.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Deitei-me. Mais uma vez cheia de medo do que a noite me traria. Medo de suores frios, de acordar com a almofada molhada das lágrimas que derramo. Medo de que voltes a assaltar os meus sonhos, num disfarce de Satanás. Pavor dos pesadelos que, diariamente, me causas.
Fecho os olhos. Momentaneamente, sinto um tremor trespassar-me todo o corpo. Será que vais voltar a magoar-me mais uma noite? Até a noite me roubaste. Logo a noite, que era o meu refúgio, no qual eu me afastava de toda a dor que me causaste. De todo o sofrimento que fizeste emergir em mim.
A noite passa, o dia chega. Sorrio: os pesadelos não voltaram; a mágoa começa a desvanecer; as feridas a cicatrizar.
A felicidade invade-me. Já não há mais pesadelos. Mais noites tumultuosas e turbulentas. Com lágrimas e gritos silenciosos de dor.
Feliz. Mulher: reencontrada. A mim, à felicidade.

sábado, 17 de abril de 2010

Tarde.

Agora?!
Agora já não te quero.
Já não preciso de ti.
Já não estou dependente de ti.

Agora estou feliz e reencontrada.

Vieste tarde. Já não te quero!
Agora? Só um alegre adeus te dirijo.


Já não te pertenço, finalmente:)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Quarta.

Eu não te amo!


Todos os objectivos tão difíceis. Principalmente este último. Impossível. Diria eu noutro momento. Mas agora, hoje, o meu instinto de sobrevivência fala mais alto do que o coração. Eu tenho que conseguir, se quero ficar com o que resta do meu coração.
Não é fácil, é praticamente inconsumível. Irrisório. Mas, mais do que nunca, eu tenho vontade para seguir em frente. Recuperei todas as minhas forças para te esquecer. Para me libertar de ti.
A partir de hoje, de agora, tu não me afectarás mais. Quer em pessoa real, quer em pesadelo.
Batalhei e estou mais forte. Mais poderosa.
Sinto-me feliz, sem ti, finalmente. Já não te quero. Já não fazes parte da minha história.
Hoje acabei por virar a página da minha vida, na qual tu eras a personagem principal, que demorou tantos anos e fez-me derramar ´dolorosos litros de lágrimas até que o fizesse.
Deixaste de ser a personagem principal. Para passares a ser um mero espectador, que em nada actua. Nunca intervêm. Que nenhum significado possuí.
Hoje posso, finalmente, gritar ao mundo que não te quero mais. Que tenho, posso e vou tirar-te todo o valor que ainda detens. Pois, de ti, ainda restam as lembranças...
Orgulho-me do adeus que sei que te posso dizer agora. Que consigo.
Tu quiseste ser o mau da fita, o príncipe cruel e frio. E não impedi...
Adeus, eterno espectador insignificante.
Para sempre, longe :)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Uma semana passou. E muitos mais dias antes e no meio. Mas a dor perdura. Acresce a cada dia sem ti. A cada minuto sem uma notícia tua.
Tornaste a minha vida numa antítese exagerada: quero-te, bem e comigo, mais que tudo, e quero que estejas distante de mim, sei que assim tem que ser para te esquecer. Para não sofrer.
O coração não obedece à razão. Eu sei o quão mal me fazes. Eu sei o quão longe de ti deveria estar. Eu sei o quão rápido te deveria esquecer. Mas o coração, o meu sentimento por ti, é quem comanda a minha vida. É quem me guia.
As lágrimas que me fazes derramar transportam a dor que me crias(te). Estão cada vez mais salgadas, mais sufocantes. E o nó que geraste na minha garganta, que me corrói sempre que ouço o teu nome, permanece. Por mais lágrimas que derrame ele continua lá, a sufocar-me. A aumentar.
As minhas noites continuam a ser assaltadas por pesadelos em que tu és o personagem principal. Nos quais eu não te posso tocar. Beijar.
*Como eu te amo, como eu te quero detestar.
Mas conseguirei, um dia, deixar de depender de ti. Libertar-me de ti.
Esquecer-te.
Estará para breve. Prometo-me!

(Terça.


Não reges a minha vida!)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Segunda.

Não és importante!