As lágrimas não cessam.
A dor não regride.
A mágoa não desaparece.
A angústia acumula.
São as 5h da manhã, as terças-feiras, as más notícias, as esperanças em vão. As ilusões.
Tenho medo.
Afogo-me num mar de sentimentos opressivos. No seio de um misto de emoções.
O que salva, o que faz emergir, são os meus dois amores. A B. e o R. trazem-me à tona. Mesmo que esteja à superfície esporadicamente, estou.
Tenho medo, mas eles vão salvando o coração. Vão tentando juntar os pedacinhos do meu coração. E aos bocadinhos, com dificuldade, muitos beijinhos e abraços, vão aproximando. Sem nunca ser possível juntar.
A mágoa, a angústia, a dor, persiste.
Um sorriso não altera as milhentas palavras mal ditas, um beijo não apaga todas as feridas por cicatrizar. No entanto, uma palavra mal dada destrói indelicadamente todos os momentos vividos. Momentos sentidos.
domingo, 1 de agosto de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Continuo com medo das 5h da manhã.
A noite chega e a dor vai fortalecendo.
Não quero as 5h da manhã. Não sei como (re)agir às consequências que emite, às notícias que transporta.
Deito-me com a angústia de não saber se esta noite vai voltar a acontecer. Se o telemóvel vai tocar, se vou receber as más notícias em que não quero crer, se as lágrimas vão ressurgir, se a dor vai crescer.
São as 5h da manhã. Não as suporto. Assim como não suporto as terças-feiras. Por razões inversas, pela mesmo causa.
Tenho medo, muito medo, das 5h da manhã de amanhã (se forem em branco as de amanhã, se o telemóvel não tocar, a dor vai rebentar. As lágrimas não vão cessar. E o maior medo hoje é esse: não tocar. Ainda que se tocar, seja com más notícias, é sinal que há notícias.), do que pode (não) trazer.
Odeio as 5h da manhã por todas as razões (e mais algumas).
Odeio as terças-feiras pelo bem que me parece, pelo mal que me faz.
A noite chega e a dor vai fortalecendo.
Não quero as 5h da manhã. Não sei como (re)agir às consequências que emite, às notícias que transporta.
Deito-me com a angústia de não saber se esta noite vai voltar a acontecer. Se o telemóvel vai tocar, se vou receber as más notícias em que não quero crer, se as lágrimas vão ressurgir, se a dor vai crescer.
São as 5h da manhã. Não as suporto. Assim como não suporto as terças-feiras. Por razões inversas, pela mesmo causa.
Tenho medo, muito medo, das 5h da manhã de amanhã (se forem em branco as de amanhã, se o telemóvel não tocar, a dor vai rebentar. As lágrimas não vão cessar. E o maior medo hoje é esse: não tocar. Ainda que se tocar, seja com más notícias, é sinal que há notícias.), do que pode (não) trazer.
Odeio as 5h da manhã por todas as razões (e mais algumas).
Odeio as terças-feiras pelo bem que me parece, pelo mal que me faz.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Odeio as 5h da manhã.
É a minha principal destruidora de sonhos. A causadora de esperanças inúteis e abaláveis.
É a mensageira dos maus presságios, das desgostosas notícias.
Às 5h da manhã, tudo costuma acontecer, em mim, de mal. As lágrimas. O desespero. O sofrimento. A dor.
Depois, a minha mente mantém-se acordada. Desperta na dor, a remoer no assunto, no porquê.
E quando, por fim, volto a adormecer, a minha pele está salgada, o meu coração quase que não existe e a dor prevalece, cheia de força e de vitalidade.
Hoje, as 5h da manhã não foram excepção. As más notícias chegaram, as esperanças foram destruidas, os planos desfeitos, o coração despedaçado.
Sempre às 5h manhã...
Só me resta começar de novo, tudo de novo. Ser eu, de novo...
É a minha principal destruidora de sonhos. A causadora de esperanças inúteis e abaláveis.
É a mensageira dos maus presságios, das desgostosas notícias.
Às 5h da manhã, tudo costuma acontecer, em mim, de mal. As lágrimas. O desespero. O sofrimento. A dor.
Depois, a minha mente mantém-se acordada. Desperta na dor, a remoer no assunto, no porquê.
E quando, por fim, volto a adormecer, a minha pele está salgada, o meu coração quase que não existe e a dor prevalece, cheia de força e de vitalidade.
Hoje, as 5h da manhã não foram excepção. As más notícias chegaram, as esperanças foram destruidas, os planos desfeitos, o coração despedaçado.
Sempre às 5h manhã...
Só me resta começar de novo, tudo de novo. Ser eu, de novo...
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Amo-te - sussurrou, e foi naquele instante que soube o que ia fazer.
Quando amamos alguém, colocamos as necessidades dessa pessoa à frente das nossas.
Por muito inconcebíveis que sejam; por muito perversas; por muito que isso nos faça sentir como se estivessemos a ser feitos em pedaços.
Quando amamos alguém, colocamos as necessidades dessa pessoa à frente das nossas.
Por muito inconcebíveis que sejam; por muito perversas; por muito que isso nos faça sentir como se estivessemos a ser feitos em pedaços.
"O Pacto"
A tua é distância. Eu dou. Tenho que dar.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
"Gerar-se-iam conflitos. De interesses, de culturas, de profissões. Não era possível essa relação. Estás melhor assim."
Eu sei, minha querida e sempre atenciosa "boxer".
Mas, na verdade, eu amo-o. E isso tornaria tudo possível, se...
(não estou bem e, para já, não vejo como estarei melhor assim. Sem ele.)
Eu sei, minha querida e sempre atenciosa "boxer".
Mas, na verdade, eu amo-o. E isso tornaria tudo possível, se...
(não estou bem e, para já, não vejo como estarei melhor assim. Sem ele.)
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Hoje, mais uma vez, ficou a certeza que a chama ainda arde. Que as cinzas ainda queimam. Ou será que (ainda) não há cinzas? Que está tudo ainda tão vivo e enorme, como sempre foi?
A verdade é que tu fluis naturalmente em mim. Eu não quero. Eu tento. Mas sonho contigo, penso em ti, falo de ti, constantemente. Eu quero. Mas o coração é que manda, e tu é que o ocupas. Está em teu poder.
Eu tento, juro:/
Mas eu Amo-te,
e isso não consigo ultrapassar. Esquecer.
A verdade é que tu fluis naturalmente em mim. Eu não quero. Eu tento. Mas sonho contigo, penso em ti, falo de ti, constantemente. Eu quero. Mas o coração é que manda, e tu é que o ocupas. Está em teu poder.
Eu tento, juro:/
Mas eu Amo-te,
e isso não consigo ultrapassar. Esquecer.
sábado, 12 de junho de 2010
Não sei muito bem como. Nem porquê, ou quando. E talvez seja melhor não perceber. Não esgaravatinar. Mas consegui. Agora sinto-me bem. Plena. Feliz, instavelmente feliz. Mas verdadeiramente. E o mais importante: sem ti. Já não fazes a falta que um dia fizeste. Já não despertas a sinestesia que outrora despertavas. Já não emerges em mim. Não és o que foste. És simplesmente tu, e disso não passas. Sem acréscimo de sentimentos e euforia. És como qualquer outro Homem. Um ser humano.
Sou só eu e o meu sorriso:)
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